
A União Esportiva, como é mais conhecido, foi fundada em 1915 por iniciativa de Abílio Sá e Silva. O clube surgiu como uma dissidência do Luso Sporting Club, fruto do descontentamento de algumas pessoas com o modo que o clube português estava sendo administrado.
União Esportiva Portuguesa e Luso se tornaram grandes rivais no futebol amazonense até o início da década de 40. A União Esportiva, como o próprio nome indica, teve como meta principal a prática de esportes, principalmente o futebol. Ao contrário do Luso, as atividades sociais eram inicialmente ignoradas.
A União Esportiva Portuguesa, que disputou campeonato de Futebol de Manaus desde 1915 e duas vezes campeão da cidade, tinha sua sede provisória na Rua Marcilio Dias, depois Casa do Trabalhador.
Quando o clube foi obrigado mudar da casa que ocupava, reuniu seus associados e formou um grupo de “SOCIOS PROPRIETÁRIOS”, cujo objetivo era o de adquirir a casa de número 1501, a Avenida Joaquim Nabuco para ali se instalar o que de fato ocorreu.
“SÓCIOS PROPRIETÁRIOS” contribuíram com uma quantia razoável durante um ano na década de 40 e assim foi possível a tão sonhada casa própria.
Dirigentes ao se sabe nunca foram eleitos oficialmente, alugaram durante longo tempo para um partido político. O dinheiro do aluguel ninguém sabe o destino.
A imprensa noticiou que a sede foi vendida, sem qualquer consulta ou satisfação aos “Sócios Proprietários”. O valor ninguém sabe e nem para onde foi o produto da venda.
O time de futebol da União Esportiva foi bicampeão de futebol em 1933/34. Sobreviveu até 1945, tentou voltar no início da década 50, mas não resistiu e acabou de vez.
Títulos
Estaduais
Campeonato Amazonense: 2 vezes (1934 e 1935).
Torneio Início: 4 vezes (1936, 1939, 1945 e 1950).
Um ídolo da União Esportiva

Rabito foi jogador da União Esportiva Portuguesa durante várias temporadas. O único time que defendeu durante muitos anos, formando com Dico uma ala direita de muito respeito na época do futebol amador.
Ganhou cartaz pelo domínio da bola, (que não era tão macia como as atuais) e, principalmente pela jogada que executava com freqüência, chamada de “trocadinha”, hoje mais conhecida como jogada de calcanhar.
Ele foi bicampeão 1934-1935 pela União Esportiva Portuguesa, cuja sede era na Rua Marcilio Dias, onde hoje funciona a Casa do Trabalhador.
Eram seus companheiros na conquista do bi: Charuto, Jofre Costa Novo, Delfim, Sabá, Raimundo Paixão, Beré, Lé Antônio, Camilo Abnader, Lisboa, Pedro Barbosa, Candú, Sarkis que ajudaram a perigosa dianteira formada por cinco jogadores: Dico, Rabito, Jokeide, Ofir Correa e Zé da Paixão.
Rabito, avô do atual Ministro do STJ, Mauro Campbell e pai de Manuel Marques – o Maneca, outro jogador revelado pelo Princesa Izabel do velho Jorge Bonates e, acima de tudo, um unionista dos mais ferrenhos.

Na década de 60, tentando relembrar o seu time predileto, trouxe a Manaus a equipe do Vasco da Gama que enfrentou, no Parque, uma seleção local, envergando a camisa da União Esportiva.
Manuel Marques lutou com vigor, para evitar a venda de um patrimônio da União, em balneário na Efigênio Sales e venceu, mas não teve tempo de evitar a “venda” de modo estranho, da sede da Joaquim Nabuco, adquirida por sócios proprietário.

À esquerda, Carlos Zamith, seguido de Luis Saraiva, Djalma Dutra e Rabito, representante da Cerveja Caracu, após firmar contrato de patrocinador da Resenha Esportiva da Rádio Rio Mar, em abril de 1957.
Fonte: Bau Velho.com.br












